O que revela esse momento de Pandemia

O que revela esse  momento de Pandemia

Em tempos de Pandemia, muitos perderam suas vidas, atualmente quem está assolando o mundo, é o Sars -CoV-2, popularmente conhecido como Covid -19, um vírus letal que já levou a óbitos milhares de pessoas do mundo, essas pessoas não eram um número, mas elas tinham nomes e sobrenomes, cada um deixaram, seus amigos, seus amores , seus sonhos, suas histórias e seus familiares. Mas acredite, a pior maneira de se perder alguém não é a morte, por mais trágica que ela seja, é quando perdemos a evolução da alma, esta que é caracterizada por pensamentos que constroem o ser, dentro de suas filosofias, culturas, e crenças .

Na Pandemia todos estão na mesma condição, usam-se máscaras para proteger de um vírus invisível, que por enquanto, se elimina com os cuidados sanitários como o uso do álcool em gel. Dentro desta realidade todos são iguais, pobres ou ricos, negros ou brancos, ateus ou crentes, no entanto as diferenças aparecem quando as máscaras caem, pois revelam a verdadeira face do indivíduo, que carrega o vírus da ignorância, do preconceito, da ignomínia, da perversidade, do opróbrio, do desrespeito, estes, tomam conta da alma. Tais qualidades considero como o pior vírus, pois ele destrói a dignidade, a honra, o respeito, a reputação, a honestidade, e a integridade, de um ser. A única vacina contra este vírus, é o respeito às diferenças, sociais, econômicos, e étnicos.

Esta pandemia, revelou a face sombrio da sociedade, em que as mazelas pessoais quando elas não estão protegidas pelo valorização do ser, leva o indivíduo a óbito dele, podendo ser considerado como morte da alma. E quando isto acontece, o indivíduo perde seus conceitos, e valores, seu lado miserável, fica em evidência.

O mundo está passando por uma convulsão social, as pessoas revelam suas iniquidades, quando manifestam seu desrespeito as vidas humanas, um exemplo disso é a morte do Norte americano negro George Floyd, morador em Minneapolis trabalhava como motorista de caminhão e como segurança no restaurante Conga Latin Bistrô, mas com a Pandemia do Coronavírus, George ficou desempregado, mesmo nestas condições, seu status não o abonava de ser chefe de família, era gentil e desejava mudar a vida, no entanto sua vida se encerrou, quando foi enforcado covardemente por um policial branco, que já havia histórico de 19 anos de violência. Ao lado de Martin Luther King, George se tornou o ícone do antirracismo, sensibilizou pessoas do mundo inteiro, que levantaram a bandeira da intolerância a violência, um movimento contra o racismo nos EUA, e do mundo.

No Brasil, Sarí Gaspar Côrte Real, uma madame branca, deixou o filho negro da sua empregada de apenas 5 anos de idade, Miguel Otávio, embarcar no elevador sozinho, para se encontrar com sua mãe Mirtes, mas ao invés da criança descer no térreo onde ela se encontrava, ele desembarcou no 9° andar, morreu ao cair do prédio de luxo, em Recife. Entendo que a supremacia branca ainda impera nos corações das pessoas segregacionistas. Na história da humanidade sempre houve período de trevas, mas a pior delas é quando o homem chega a cegueira espiritual.

Mas também, não podemos negar as pessoas que são iluminadas pelo ser, pois elas contribuem para que outras pessoas tenham acesso a vida. E vida em abundância. A gratidão cobre o manto das pessoas que ajudam o próximo com doações de alimentos, roupas, cobertores, produtos de higiene. No embalo da corrente do bem as grandes empresas abrem seus cofres, doam seus recursos financeiros para incentivar, a ciência e tecnologia com o objetivo do desenvolvimento dela, que seja descoberto a vacina contra o Sars-Cov-2. Pois a vacina contra o opróbrio é a purificação da essência. O mundo precisa de pessoas que sejam produtivas, iluminadas e evoluídas, para o bem comum, pois a sociedade será bem melhor, quando há evolução do espírito chega no ápice de qualidades positivas de sua espécie. Quando existe solidariedade, compaixão, amor ao próximo, despreconceito, humildade, direitos humanos, neles habitarão a imortalidade da alma.

Acredite! A morte não é a pior maneira de se perder alguém que ama. Isabel Rocha

Créditos da Imagem de capa da notícia: Elliot Alderson por Pixabay

Katia Kuramoto

Katia Kuramoto

Servidora Pública nas redes Municipal e Estadual de Educação de SP. Formada em Pedagogia e Letras, aprecia leituras sobre Sociologia, Filosofia, Psicanálise, e obras relacionadas a crenças e espiritualidade, do comportamento do ser humano. Seu hobby é escrever, geralmente suas obras referem-se a investigação da alma, e as inquietações da humanidade.

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