O paradoxo da tecnologia no convívio familiar

O paradoxo da tecnologia no convívio familiar

Antes de falar de convívio familiar precisamos entender como elas se encontram atualmente. Com o advento da tecnologia felizmente com um click muitos profissionais que são chefes de família, conseguem enviar informações em segundos a quilômetros de distância. Sobrando tempo para chegar mais cedo em seus lares para desfrutar do afeto da família.

Antes do advento das tecnologias, as mulheres se ocupavam em realizar tarefas domésticas, educavam e criavam os filhos, seus deveres consumiam o resto do dia, por sua vez as meninas auxiliavam as mães nessas obrigações que eram as responsáveis da época. A interação das crianças eram com os meninos da vizinhança, em que haviam trocas de experiências. Na hora das refeições os filhos se juntavam na mesa para se alimentar com os pais, que trocavam valores, experiências propiciando a interação interpessoal, o afeto era cultivado e existia no ambiente um ar de satisfação e alegria na família.

Atualmente as mulheres trabalham fora, conquistaram o espaço social, são mães e profissionais que a princípio não teria tempo para educar o/os filho/s. Mas com a entrada dos eletrodomésticos, as crianças deixaram de ajudá-las e com um toque as máquinas substituíram a mão de obra feminina realizando deveres domésticos, otimizado tempo da mulher para dar atenção aos filhos, oportunizando os membros da família a terem uma relação interpessoal com qualidade. O que podemos notar é que essa não é a realidade, muitas vezes as famílias não utilizam o tempo economizado, para realmente estar próximo das crianças, deixando-as que a globalização da informação ocupe o seu espaço na educação dos filhos, tarefa responsável dos pais. A internet veio substituir as brincadeiras de rua, defasando as interações sociais, formando um indivíduo solitário, preguiçoso, contraindo doenças precoces por falta de exercícios físico e mau desenvolvimento psicológico.

Segundo a psicóloga Maria Helena Marzabal Paulino, integrante da Associação Brasileira de Terapia Familiar (ABRATEF), de acordo com a especialista, às vezes o afastamento dos familiares não é responsabilidade apenas da tecnologia, mas também uma consequência do grau de união e intimidade que eles compartilhavam antes dela chegar: “Há uma pré-disposição “. Se o afeto e o cultivo de outros bons sentimentos não forem bem valorizados, possivelmente a tecnologia favorecerá um “ distanciamento maior, propiciando um isolamento entre os membros da família. Ou seja, cada um fica circunscrito ao seu espaço virtual”, explica. O uso das tecnologias não é o vilão do afastamento das pessoas, e sim a falta de cuidado na hora de utilizar. É preciso estar consciente que devemos estar presentes de alma com os nossos familiares para que eles se sintam amados, acolhidos, e abraçados pelas nossas palavras, ações e reações. Utilize o recursos tecnológicos para aproximar as pessoas queridas que se encontram longe de casa, mas dispense-os quando estiverem conversando, confraternizando com os familiares, ou amigos, para o bom desenvolvimento o núcleo familiar, pois a família nunca irá deixar de ser nossa primeira sociedade, é nela que aprendemos os princípios básicos de convivência social, para formar um bom e prazeroso lugar de viver.

Katia Kuramoto

Katia Kuramoto

Servidora Pública nas redes Municipal e Estadual de Educação de SP. Formada em Pedagogia e Letras, aprecia leituras sobre Sociologia, Filosofia, Psicanálise, e obras relacionadas a crenças e espiritualidade, do comportamento do ser humano. Seu hobby é escrever, geralmente suas obras referem-se a investigação da alma, e as inquietações da humanidade.

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