A interferência das redes sociais, aplicativos, e internet na saúde e no comportamento humano

A interferência das redes sociais, aplicativos, e internet na saúde e no comportamento humano

Quando se pensa em redes sociais lembramos de Facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, Snapchat e Messenger. Cada rede está estruturada com uma plataforma diferente que possibilitam o usuário acessar imagens, enviar mensagens de textos, de voz, fotos, vídeos, realizar vídeo conferência e interagir em tempo real a quilômetros de distância. Seja no trabalho, dentro do ônibus, nas ruas, no carro, em diversos lugares públicos, e ainda fazendo refeições há pessoas conectadas, ficando “alienadas” do mundo real. Isso ocorre porque está acontecendo uma mudança na vida social das pessoas, os valores estão sendo trocados, antes da entrada dos recursos tecnológicos a interação social era mais frequente na vida delas. Atualmente com o fácil acesso as as informações das redes sociais o companheirismo, amizade, a troca de afeto e a relação interpessoal com membros da família, amigos e colegas se minaram, introduzindo uma sociedade hiperconetada. Conectividade não é sinônimo de interatividade, não é prejudicial estar conectado, mas o uso em excesso pode acarretar problemas de saúde física e mental.

É inegável afirmar que as crianças também estão conectadas, desde sua tenra idade, pois elas recebem smartphone, tablet ou desktop desde muito cedo formando uma nova sociedade, a geração Alpha, que são meninos e meninas hiperconectadas. Segundo o especialista em pediatria Dr. Claudio Barsanti,” essa é uma geração tecnológica, com o desenvolvimento de algumas habilidades bastante superiores. Porém, o maior problema será na formação da inteligência emocional.”

Nas crianças menores, as principais consequências da hiperconectividade estão o déficit de atenção, atrasos cognitivos de aprendizagem e criatividade, irritabilidade e agressividade. Já na adolescência, o médico acredita que os grandes desafios são: desinteresse com as relações familiares e sociais, o descumprimento de responsabilidade, alterações no relógio biológico interno, cansaço, sonolência, dor de cabeça, aumento do riscos de acidente, e problemas com o rendimento escolar. Por isso é extremamente importante que os pais estejam muito próximos dos filhos.

Para que os pais tenham clareza e controle ao acesso das redes delas, entende-se que devemos ter prudência no uso das redes tecnológicas para preservar a saúde mental, evitando doenças como depressão, dependência das redes sociais, descontrole e stress emocional. Diante de todos os problemas, a cada vez mais pessoas conectadas, encurtando distâncias, ganhando tempo e fazendo amigos. Mas, sem o bom senso, algumas pessoas sofrem consequências como o bem-estar. Na atualidade percebe-se uma alteração na vida das pessoas, que preferem se isolar navegando em redes sociais, dependentes do celular, computador, e da internet. Essa dependência é um vício socialmente aceito.

Uma pesquisa coordenada pela Professora Doutora Wend Cousins da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, indica que a overdose de Twitter, Instagram, Snapchat, Facebook, entre outras, patrocina uma vida sedentária. O uso obssessivo de mídias sociais começa a ser associado a males físicos, como ganho de peso, problemas de coluna, diabetes, doenças cardiovasculares, transtornos mentais, baixa autoestima, ansiedade e depressão. As pessoas que se encontram mais tempo nas mídias sociais, tende a negligenciar o hábito de fazer exercícios físicos, desenvolver a procrastinação, e a falta de motivação no âmbito pessoal e social.

O perigo está em utilizar estas mídias sociais indiscriminadamente, pois quando ela não está ao alcance dos usuários, sentem-se irritados, ansiosos, tristes, incomodado com o tempo, levando o indivíduo a frustração. A dependência digital é um transtorno no qual o indivíduo não consegue ficar longe do computador ou dispositivos móveis

Listarei algumas manifestações de dependência digital:

• Nomophobia: uma síndrome na qual a pessoa sente medo de ficar sem o telefone celular;
• Vício em Games: no qual o indivíduo deixa de fazer atividades diárias para ficar jogando;
• Síndrome do Toque de Fantasma: trata-se daquela sensação de que o seu celular está vibrando no seu bolso, fazendo com que você o pegue minutos em minutos para conferir;
• Náusea Digital ou Cybersickness: trata-se da vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com alguns ambientes digitais;
• Efeito Google: é quando nosso cérebro passa a reter menos informações, e memorização, uma vez que conseguiria com facilidade encontrar nas pesquisas;
• Cibercondria: tendência que o usuário tem, por acreditar que adquiriu doenças que leu na Internet;
• Depressão de Facebook: é a falsa crença de acreditar que outras pessoas estão vivendo vidas mais felizes que a do usuário;
• Transtorno de dependência da Internet: é o uso excessivo da Internet, que interfere na vida cotidiana da pessoa;

É importante acessá-las com moderação estas plataformas para não prejudicar a saúde mental e física. A seguir, algumas dicas para não abusar delas, incluem:

• Evite consultar a rede social de tempo em tempo;
• Na hora do almoço, opte por conversar com os colegas, amigos e esqueça as redes sociais;
• Aproveite a companhia do seu colega;
• Evite a procrastinação;
• Avalie se o uso da internet ou redes sociais é emocional, ou seja, buscar refúgio nela para lidarmos com eventos relacionados a stress, tédio, tristeza ou ansiedade, o que infelizmente é ineficaz e pode piorar a situação.

As redes sociais são parte fundamental de nosso dia a dia quando bem usadas, são infinita fonte de informação e conhecimento é uma plataforma de comunicação com as pessoas que amamos, amigos, colegas de trabalho, permitindo a aquisição de novas amizades que não seriam possíveis antes, com pessoas de outros países e culturas. Elas ainda nos ajudam a enriquecer a vida e aprimorar nossas habilidades de comunicação, criatividade, conexão social. Mas elas não substituem a interação interpessoal, pois os diálogos são mais eficazes para atingir a alma do outro, o olhar penetra a mente, e os gestos transmitem a linguagem do afeto.

Katia Kuramoto

Katia Kuramoto

Formada em Pedagogia e Letras, aprecia leituras sobre Sociologia, Filosofia, Psicanálise, e obras relacionadas a crenças e espiritualidade, do comportamento do ser humano. Seu hobby é escrever, geralmente suas obras referem-se a investigação da alma, e as inquietações da humanidade.

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